A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, rejeitou enfaticamente o incentivo do Partido Democrata às alternativas de “carne artificial” e pediu que a população consuma carne bovina real, enquanto o USDA (Departamento de Agricultura) lança medidas para reconstruir o rebanho do país. Em declarações recentes à Fox Business, a chefe do USDA criticou as diretrizes alimentares da gestão anterior. Segundo Rollins, as políticas do governo passado tentaram afastar os norte-americanos da pecuária tradicional em prol de produtos de laboratório. Para reverter o cenário de preços recordes e a mínima histórica do rebanho bovino — que atingiu seu menor nível em 75 anos —, o governo de Donald Trump aposta no fortalecimento de processadores regionais e independentes.
O plano de ação baseia-se em reduzir a dependência dos grandes monopólios de carne e incentivar os produtores locais. As principais frentes anunciadas pelo USDA no programa “Ranchers First Initiative” incluem:
- Incentivo à Retenção de Novilhas: Criação de novos produtos de seguro agropecuário, como o endosso BRAND, para ajudar pecuaristas a manter fêmeas para reprodução.
- Financiamento Regional: Expansão de linhas de crédito garantidas para frigoríficos de pequeno e médio porte por meio do programa SPUR.
- Acesso a Pastagens: Flexibilização do uso de terras de conservação ambiental (CRP) para pastoreio após desastres naturais.
- Transparência no Consumo: Fortalecimento do selo “Product of USA” e regras rígidas de rotulagem com o apoio de Robert F. Kennedy Jr..
O governo também planeja direcionar a compra federal de alimentos de instituições públicas, como escolas e hospitais, para dar preferência à carne produzida e processada domesticamente.