
Governador eleito do Paraná sustenta legado da operação e afirma que Flávio Bolsonaro deverá prestar esclarecimentos caso surjam novos fatos nas investigações.
O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), voltou a defender a Operação Lava Jato e comentou as investigações relacionadas ao Banco Master em entrevistas divulgadas após o primeiro turno das eleições. O ex-juiz também acusou a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de dificultar diligências sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Essa acusação representa a posição de Moro e não uma conclusão judicial.
Eleito em 4 de outubro com 50,10% dos votos válidos, Moro afirmou, em entrevista à Gazeta do Povo repercutida pelo Estadão Conteúdo na sexta-feira (9), que a identificação dos paranaenses com a Lava Jato contribuiu para seu resultado eleitoral.
“O paranaense tem orgulho da Lava Jato”, declarou. Na mesma entrevista, rejeitou as críticas de que a operação teria cometido abusos ou promovido perseguição política. noticias.uol.com.br
Moro comenta investigação sobre Flávio
Em entrevista atribuída ao jornal O Globo e reproduzida pela Tribuna da Internet em 8 de outubro, Moro disse não ter identificado movimentos de Flávio Bolsonaro ou do PL para impedir as investigações sobre o Banco Master. Também afirmou ter apoiado pedidos de apuração no Congresso. tribunadainternet.com.br
O governador eleito, porém, ressalvou que o candidato do PL à Presidência deverá responder por eventuais fatos revelados pelas investigações.
“Se houver investigação e vierem fatos, tem que cobrar do Flávio as explicações, não de mim”, afirmou. A declaração não equivale à comprovação ou ao afastamento das suspeitas examinadas pelas autoridades.
Acusação sobre Lulinha se refere à CPMI do INSS
Ao contrastar a atuação dos grupos políticos, Moro afirmou que a base governista resistiu à aprovação de requerimentos sobre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger na CPMI do INSS. A alegação foi apresentada pelo ex-juiz como avaliação de sua experiência na comissão; o registro consultado não comprova uma ordem pessoal de Lula para bloquear essas diligências.
Em entrevista ao Flow Podcast, em 1º de outubro, Lula disse duvidar de que o filho tivesse feito lobby junto a ministros, mas afirmou que ele teria de prestar contas à sociedade caso as acusações fossem confirmadas. Segundo o Estado de Minas, o presidente também declarou que Lulinha não teria proteção da Polícia Federal.
Defesa da Lava Jato tem contraponto judicial
A defesa feita por Moro ocorre apesar de decisões do Supremo Tribunal Federal sobre sua atuação. Em 2021, a Corte reconheceu a suspeição do então juiz no processo do tríplex do Guarujá contra Lula, por considerar que ele agiu com parcialidade. A decisão anulou os atos praticados por Moro naquela ação, conforme contextualizou a reportagem do Estadão Conteúdo.
Esse histórico integra o debate sobre o legado da Lava Jato, que voltou a aparecer nas manifestações políticas do governador eleito após sua vitória no Paraná.








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