Governo Maduro mandou 127 toneladas de ouro para a Suíça, revelam dados

Mais lidas

Novos dados alfandegários analisados por agências internacionais e veículos como o G1 e a Reuters expõem a magnitude de uma operação financeira discreta realizada pela Venezuela no início da gestão de Nicolás Maduro. Entre 2012 e 2016, o país sul-americano enviou entre 113 e 127 toneladas de ouro para a Suíça, volume avaliado em aproximadamente US$ 5,2 bilhões.

A Rota do Ouro e a Busca por Liquidez

A operação visava transformar barras de ouro do Banco Central da Venezuela (BCV) em liquidez imediata através das refinarias suíças, conhecidas por sua excelência técnica e discrição. Segundo reportagem da Euronews, o metal era fundido e recertificado para ser vendido no mercado global, permitindo que o governo venezuelano financiasse importações básicas e pagasse dívidas em um período de colapso do preço do petróleo.

Especialistas consultados pelo InfoMoney destacam que as remessas cessaram abruptamente em 2017. O fim das exportações coincidiu com o endurecimento das sanções da União Europeia contra o regime chavista por violações de direitos humanos e erosão democrática.

Consequências e Congelamento de Ativos

O caso ganha novos contornos em janeiro de 2026 após a captura de Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos em Caracas. Em resposta aos desdobramentos judiciais, a Suíça ordenou recentemente o congelamento de ativos ligados a Maduro e 36 de seus associados.

Ainda não está claro quanto do valor obtido com as 127 toneladas de ouro enviadas há uma década permanece sob custódia suíça ou se o montante foi totalmente exaurido para sustentar o regime durante os anos de hiperinflação. De acordo com a Swissinfo, o Banco Central da Venezuela reduziu suas reservas de ouro em mais de 50% nos últimos anos através de mecanismos similares de “venda por necessidade”.

More articles

Deixe uma resposta

Última HORA