Trump sugere Marco Rubio como presidente de Cuba e faz ultimato ao regime de Havana

Mais lidas

WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom das provocações diplomáticas neste domingo ao sugerir que o seu Secretário de Estado, Marco Rubio, poderia assumir a presidência de Cuba. A declaração, feita na rede social Truth Social, ocorre em meio a um cenário de extrema pressão sobre o governo de Havana, após a recente queda e captura de Nicolás Maduro na Venezuela.

“Soa bem para mim”: A provocação sobre Rubio

Trump reagiu a uma postagem que circulava nas redes sociais sugerindo que Rubio — filho de imigrantes cubanos e crítico ferrenho do regime — seria o novo líder da ilha. O presidente republicano compartilhou o conteúdo com o comentário: “Soa bem para mim!”.

Embora Rubio atualmente acumule as funções de Secretário de Estado e Conselheiro de Segurança Nacional, a fala de Trump foi interpretada como um sinal claro de que os EUA não aceitarão a continuidade do atual modelo político cubano sob a nova ordem regional.

O Ultimato do Petróleo

Mais do que provocações nominais, Trump emitiu um alerta econômico severo. Com o controle das reservas venezuelanas sob influência direta de Washington após a prisão de Maduro, o presidente americano afirmou que o fluxo de energia para a ilha foi interrompido. “Não haverá mais petróleo ou dinheiro indo para Cuba – ZERO!”, escreveu Trump.

O republicano foi enfático ao dizer que Cuba sobreviveu por anos às custas da Venezuela em troca de serviços de inteligência, mas que essa era chegou ao fim. “Sugiro que façam um acordo agora, antes que seja tarde demais”, alertou o presidente.

Reação de Havana e Soberania

O regime cubano reagiu prontamente. O presidente Miguel Díaz-Canel utilizou canais oficiais para reafirmar a soberania da ilha, declarando que “ninguém dita o destino de Cuba” e acusando os EUA de chantagem econômica.

Leia  Maior porta-aviões dos EUA chega ao Caribe e acirra tensão com a Venezuela; Maduro declara estado de alerta

Analistas apontam que a perda do suporte venezuelano coloca Cuba em sua situação mais vulnerável desde o fim da União Soviética, aumentando as chances de um colapso energético iminente caso não ocorra uma abertura para negociações com a Casa Branca.

More articles

Deixe uma resposta

Última HORA