A rede elétrica nacional de Cuba sofreu um colapso total nesta segunda-feira, 16 de março de 2026, deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem energia. Este desligamento completo do sistema foi confirmado pela União Elétrica de Cuba (UNE), que reportou uma “desconexão total” da infraestrutura energética por volta das 13h54, horário local. Embora equipes técnicas estejam trabalhando para restaurar o fluxo, apenas uma fração mínima da eletricidade foi restabelecida em áreas críticas de Havana até o momento.
Causas do desligamento total do sistema nacional
O incidente é descrito pelas autoridades como o colapso mais severo desde o início do ano. Portanto, a instabilidade da rede, que já enfrentava cortes diários de até 20 horas, atingiu um ponto de ruptura definitivo. Além disso, o governo cubano afirmou que não foram detectadas falhas mecânicas imediatas nas unidades que operavam no momento da queda, o que aponta para a exaustão crítica das reservas de combustível.
Impacto do bloqueio energético dos Estados Unidos
Este é o primeiro apagão total registrado desde que o governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, bloqueou efetivamente o fluxo de petróleo para a ilha. Como resultado, Cuba não recebe carregamentos significativos de combustível há mais de três meses, após a interrupção do suprimento vindo da Venezuela no início de janeiro. O bloqueio energético é utilizado por Washington como uma ferramenta de pressão política, visando uma mudança de regime em Havana.
A rotina de escassez e os esforços de recuperação
A vida cotidiana dos cubanos tem sido marcada por uma exaustão psicológica crescente. Dessa forma, atividades básicas como cozinhar ou conservar alimentos tornaram-se desafios quase impossíveis para a população. Contudo, o presidente Miguel Díaz-Canel confirmou que negociações estão em andamento com o governo americano para tentar aliviar a crise, enquanto o país sobrevive precariamente à base de energia solar e gás natural.
