PEC da jornada flexível avança no Senado como alternativa ao fim do 6×1

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O debate sobre as leis trabalhistas no Brasil ganhou um novo capítulo nesta semana. O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) anunciou publicamente que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deu andamento à proposta que cria alternativas para as relações de emprego no país. A PEC da jornada flexível foi despachada para a CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) para o início oficial de sua tramitação.

Como funciona a nova proposta de flexibilização

O projeto, liderado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), contou com o apoio inicial e a assinatura de 36 senadores. Diferente da pauta aprovada recentemente na Câmara dos Deputados que prevê o fim obrigatório da escala 6×1, essa nova Proposta de Emenda à Constituição foca na liberdade de escolha.

Em suma, a medida confere maior autonomia para o próprio trabalhador negociar diretamente com o empregador. Dessa maneira, o cidadão poderá escolher os seus dias de trabalho, a carga horária semanal e o modelo de escala que melhor se adapte à sua rotina pessoal.

Autonomia inspirada em países desenvolvidos

De acordo com os defensores da matéria, o modelo é amplamente baseado em práticas modernas de países desenvolvidos. O objetivo central consiste em elevar os índices de produtividade nacional, desburorocratizar o mercado e fortalecer a livre negociação individual e coletiva.

Portanto, a tramitação da PEC na CCJ será o próximo passo crucial para avaliar a constitucionalidade do texto. Se o parecer da comissão for favorável, a proposta seguirá para debates intensificados no plenário, consolidando-se como o principal contraponto econômico e político aos projetos tradicionais de alteração da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

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