Líderes políticos e movimentos sociais no Brasil condenam a intervenção militar dos EUA, alegando que a captura do ex-líder visa o controle das maiores reservas de óleo bruto do mundo.
BRASÍLIA – A prisão de Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos, ocorrida no último dia 3 de janeiro de 2026, gerou uma forte onda de repúdio entre os principais partidos e movimentos de esquerda no Brasil. Em notas oficiais e manifestações nas redes sociais, as lideranças brasileiras classificam a operação como uma “violação da soberania latino-americana” e apontam interesses econômicos por trás da ação militar.
A Tese do Petróleo e Recursos Naturais
O argumento central da reação esquerdista brasileira é de que as acusações de narcoterrorismo servem como “cortina de fumaça” para o verdadeiro objetivo de Washington: o controle das vastas riquezas naturais da Venezuela.
“Não se trata de justiça, mas de apropriação. A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do planeta e recursos minerais estratégicos. A história se repete: os EUA intervêm militarmente para garantir o controle energético sob o pretexto de liberdade”, afirmou um influente parlamentar da base aliada em Brasília.
Críticas à Intervenção Militar
Além do fator econômico, a esquerda brasileira levantou sérios questionamentos sobre os métodos utilizados:
- Soberania: Para esses grupos, a prisão de um líder estrangeiro em seu próprio território por tropas de outro país estabelece um precedente perigoso para o direito internacional.
- Desestabilização Regional: Há o temor de que a remoção forçada de Maduro mergulhe a América do Sul em uma fase de instabilidade política e conflitos armados, prejudicando a integração regional.
Repercussão no Governo
O Palácio do Planalto e o Itamaraty mantêm uma postura de cautela, mas a pressão interna da base de apoio à esquerda é para que o Brasil emita uma condenação formal à incursão dos EUA. Grupos de militantes já planejam atos em frente às sedes consulares dos Estados Unidos em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro para protestar contra o que chamam de “neocolonialismo energético”.
Enquanto Maduro aguarda julgamento em Nova York, o debate no Brasil revela uma nação profundamente dividida sobre o papel dos Estados Unidos no continente e o futuro da democracia e dos recursos naturais na América Latina.
