Estudantes de diversas universidades iranianas foram às ruas em dezembro de 2025 para protestar contra a inflação descontrolada e o risco de conflitos regionais.
TEERÃ – Uma nova onda de manifestações liderada por estudantes está ganhando força nos principais centros urbanos do Irã nesta última semana de 2025. O movimento, iniciado em Teerã e Mashhad, agora atinge dezenas de campus universitários, impulsionado por uma combinação explosiva de colapso econômico e o agravamento das tensões geopolíticas com potências ocidentais e regionais.
Crise Econômica: O Gatilho da Insatisfação
O principal motor dos protestos é a deterioração do poder de compra. Com a inflação atingindo níveis recordes no final de 2025, o custo de vida tornou-se insustentável para a classe média e a juventude.
- Desvalorização da moeda: O rial iraniano continua em queda livre frente ao dólar.
- Desemprego juvenil: Recém-formados enfrentam um mercado de trabalho estagnado, o que amplifica o sentimento de falta de perspectiva.
Ameaças Externas e Geopolítica
Além das questões internas, os manifestantes expressam preocupação com a postura do governo diante das ameaças externas. O aumento das sanções internacionais e o isolamento diplomático do Irã em 2025 elevaram o temor de um confronto militar direto. Palavras de ordem pedindo o fim da “economia de guerra” foram ouvidas na Universidade de Teerã, refletindo o cansaço da população com o direcionamento de recursos para defesa em detrimento do bem-estar social.
Reação das Autoridades
As forças de segurança iranianas intensificaram o policiamento ao redor dos campus. De acordo com relatos em redes sociais e grupos de monitoramento de direitos humanos, houve confrontos isolados e detenções de líderes estudantis. O governo, por sua vez, atribui as manifestações à “interferência estrangeira” e a tentativas de desestabilização externa.
O Que Esperar?
Analistas internacionais sugerem que o movimento estudantil de 2025 é um teste crítico para a resiliência do regime. Diferente de ondas anteriores, o foco atual na sobrevivência econômica atrai a simpatia de outros setores da sociedade, como sindicatos e comerciantes.
