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Sanderson denuncia ameaça de Lula a Flávio Bolsonaro no debate da Band como crime grave e aciona PGR

O deputado federal e senador eleito pelo Rio Grande do Sul, Ubiratan Sanderson (PL), classificou nesta segunda-feira (19) como “crime grave” e “flagrante” a declaração feita pelo…

Por Ebenezer Saint◉ 97 visualizações
Sanderson denuncia ameaça de Lula a Flávio Bolsonaro no debate da Band como crime grave e aciona PGR

O deputado federal e senador eleito pelo Rio Grande do Sul, Ubiratan Sanderson (PL), classificou nesta segunda-feira (19) como “crime grave” e “flagrante” a declaração feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate presidencial da TV Band, no domingo (18). Segundo o parlamentar, Lula ameaçou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) com a atuação da Polícia Federal após o segundo turno das eleições.No vídeo publicado em suas redes sociais, Sanderson afirmou que a ameaça deveria ter paralisado o debate no exato momento em que foi proferida. “Lula da Silva cometeu um crime ontem, flagrante, lá no debate, ao ameaçar, em plena luz do dia, de forma flagrante, Flávio Bolsonaro”, declarou o parlamentar, que é policial federal de carreira.O que Lula disse no debateDurante o confronto direto no debate da Band, Lula afirmou a Flávio Bolsonaro: “Você se prepare que dia 25 você vai perder a imunidade e você vai ter problema, porque a sua vida tem muito inquérito que agora vai andar. Se os seus amigos não estão deixando andar, agora vai andar.”A declaração ocorreu em meio a trocas de acusações sobre investigações envolvendo ambos os lados, incluindo o caso do Banco Master e as denúncias da lobista Roberta Luchsinger contra o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha).Sanderson interpretou as palavras do presidente como ameaça direta de perseguição política por meio do uso da máquina pública. “Um presidente da República [...] ameaçando o seu adversário de prisão. Um absurdo que nós não vamos admitir”, disse o senador eleito.Representação à PGR e críticas ao “aparelhamento”O parlamentar anunciou que já está protocolando representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar a conduta de Lula. Ele questionou a independência do órgão, afirmando que “o que tem feito ultimamente é servir de capacho do presidente da República”, mas reforçou que a PGR precisa agir.Sanderson também criticou o que chamou de “espírito ditatorial” de Lula e o aparelhamento de instituições.

Segundo ele, o presidente “chamou a Polícia Federal de minha Polícia Federal”, além de ter aparelhado o STF, a PGR e a direção da PF.“Ele escancarou que, caso vença as eleições (o que não vai acontecer), a máquina vai continuar a seu serviço, perseguindo inocentes”, afirmou no vídeo.Proteção a Roberta Luchsinger e contexto eleitoralO senador eleito lembrou que já havia representado ao ministro André Mendonça, do STF, pedindo proteção à lobista Roberta Luchsinger e a aplicação de medidas protetivas da Lei Maria da Penha, após acusações de ameaças feitas por Lula, segundo a própria denunciante.Sanderson encerrou o pronunciamento com um apelo eleitoral, afirmando que o próximo domingo (25 de outubro), data do segundo turno, é a oportunidade de “devolver o Brasil aos brasileiros” e acabar com a “bagunça institucional” e a “degradação” promovida, em sua visão, pela esquerda.“A ameaça dele ontem, em pleno debate, é a exata fotografia do que transformaram o Brasil. Uma pocilga, essas figuras usam a máquina pública pra se protegerem, pra se blindarem e perseguirem os adversários políticos. Isso não dá pra aceitar”, concluiu.Repercussão e contexto políticoA declaração de Lula no debate já havia gerado repercussão em redes sociais e em veículos de imprensa, sendo interpretada por opositores como ameaça de perseguição após eventual derrota de Flávio Bolsonaro. O senador eleito Sanderson, que conquistou mais de 3,4 milhões de votos no Rio Grande do Sul, reforça a linha de crítica da oposição sobre o uso político de órgãos de investigação.Até o momento, não houve posicionamento oficial do Palácio do Planalto ou da PGR sobre a representação anunciada por Sanderson.

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