Em uma reviravolta diplomática nesta quarta-feira (21), o presidente Donald Trump anunciou a suspensão das tarifas comerciais que ameaçavam oito nações europeias. A decisão ocorreu após uma reunião descrita como “muito produtiva” com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, onde foi estabelecida a “estrutura de um futuro acordo” envolvendo a Groenlândia e a segurança na região do Ártico.
As tarifas de 10%, que subiriam para 25% em junho, estavam programadas para entrar em vigor no dia 1º de fevereiro contra países como Dinamarca, Reino Unido, França e Alemanha. Trump utilizava a pressão econômica para forçar a negociação da posse ou controle do território dinamarquês, alegando razões de segurança nacional e a necessidade de expansão do sistema de defesa antimísseis “Golden Dome”.
Pontos principais do anúncio:
- Cancelamento de Tarifas: As taxas sobre bens europeus não serão aplicadas enquanto as negociações avançarem.
- Fim da Ameaça Militar: Trump descartou publicamente o uso de força militar para anexar a ilha, optando pela via diplomática.
- Soberania e Bases: Embora os detalhes sejam sigilosos, discute-se uma solução onde a Dinamarca poderia conceder soberania aos EUA sobre áreas específicas para bases militares, em vez da venda total do território.
- Recursos Naturais: O presidente sugeriu que o acordo final pode incluir direitos de exploração mineral e cooperação no desenvolvimento do Ártico.
“Esta solução, se consumada, será excelente para os Estados Unidos e para todas as nações da Otan”, afirmou Trump em sua rede social. O governo dinamarquês e líderes da Groenlândia, que anteriormente protestaram sob o lema “Tirem as mãos da Groenlândia“, classificaram o recuo nas tarifas como um passo positivo, embora mantenham a posição de que a ilha não está à venda.
