O presidente Donald Trump declarou, nesta segunda-feira (16 de março de 2026), que os Estados Unidos possuem capacidade militar para reabrir o Estreito de Ormuz de forma independente.
Embora tenha solicitado o envio de navios de guerra por parte de aliados, o líder norte-americano enfatizou que a ajuda externa não é uma necessidade técnica para Washington, mas sim uma questão de responsabilidade compartilhada.
A cobrança por uma coalizão naval
Recentemente, o governo Trump exigiu que cerca de sete nações, incluindo
China, Japão e Reino Unido, contribuam com forças navais para patrulhar a região. Consequentemente, o presidente argumenta que esses países são os principais beneficiários do petróleo que transita pelo canal, enquanto os EUA mantêm uma dependência energética mínima daquela rota específica.
“Estamos protegendo o Estreito para países que não estão fazendo nada para nos ajudar”, afirmou Trump a jornalistas a bordo do Air Force One. Além disso, ele alertou que o futuro da OTAN poderá sofrer consequências negativas caso os aliados se recusem a participar da operação de segurança.
Resistência entre os aliados europeus
Apesar da pressão de Washington, a proposta tem enfrentado forte resistência na Europa. Por exemplo, a
Alemanha e a
Espanha já sinalizaram que não pretendem enviar embarcações militares para a zona de conflito. Da mesma forma, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, indicou que o
Reino Unido busca um plano coletivo viável, mas evitou o compromisso imediato com o envio de navios de guerra.
Em contrapartida, o Irã mantém o posicionamento de que o estreito permanece aberto para nações amigas, estando bloqueado apenas para os Estados Unidos e seus aliados diretos na guerra. A tensão na região já impulsionou o preço do petróleo Brent para acima de US$ 100 por barril, gerando preocupações sobre a estabilidade econômica global.
