Nesta segunda-feira (9 de março de 2026), um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi protocolado no Senado Federal pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em conjunto com lideranças do Partido Novo.
A ação fundamenta-se em supostas irregularidades e quebra de imparcialidade relacionadas ao chamado “Caso Master”.
O embasamento do pedido e o Caso Master
De acordo com os parlamentares, a denúncia baseia-se na divulgação de mensagens atribuídas ao ministro e ao banqueiro
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As mensagens indicariam uma comunicação direta entre as partes pouco antes da prisão do empresário, levantando suspeitas de obstrução de justiça e favorecimento. Além disso, informações sobre um contrato milionário entre o banco e o escritório de advocacia da esposa do ministro foram citadas como agravantes para o pedido.
Reações políticas e próximos passos
Logo após o protocolo, declarações críticas ao judiciário foram dadas por Zema, que afirmou que a credibilidade das instituições brasileiras está em risco. Entretanto, o movimento é visto por analistas políticos como uma estratégia de pré-campanha para as eleições de 2026, visando consolidar uma base de oposição ao STF.
Adicionalmente, o documento foi entregue diretamente ao gabinete do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a quem cabe a decisão de dar seguimento ou arquivar a denúncia. Até o momento, este é o 47º pedido de impeachment acumulado contra Alexandre de Moraes.
Conclusão
Portanto, o cenário político em Brasília permanece sob tensão enquanto o Senado avalia a admissibilidade da peça jurídica. Por outro lado, o ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestou oficialmente sobre os termos específicos deste novo protocolo, embora tenha negado irregularidades em situações anteriores.
