A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi marcada por um episódio de extrema tensão nesta tarde. Durante a leitura do relatório, o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL) foi alvo de ofensas pesadas vindas de parlamentares da ala governista.
O parlamentar foi chamado de “estuprador” em meio aos gritos no plenário.
A resposta explosiva do deputado
Imediatamente após a ofensa, a palavra foi retomada por Gaspar, que não recuou diante da provocação. Com o microfone aberto, o deputado rebateu a acusação de forma contundente e irônica. Ele afirmou que, em sua trajetória como promotor e político, sempre “estuprou corruptos”, mencionando especificamente figuras ligadas à esquerda brasileira.
Consequentemente, a declaração inflamou ainda mais os ânimos no Congresso. De um lado, aliados de Gaspar defenderam sua postura como uma reação à altura de uma calúnia grave. Por outro lado, membros da base do governo acusaram o deputado de utilizar uma metáfora violenta e inadequada para o ambiente parlamentar.
O contexto da CPMI do INSS
Vale ressaltar que a CPMI do INSS tem sido palco de constantes obstruções e trocas de farpas. O foco da comissão é investigar fraudes bilionárias na previdência, mas o debate técnico tem sido frequentemente substituído por embates ideológicos. Além disso, a leitura do relatório final tem sido adiada por manobras regimentais de ambos os lados.
Em suma, o episódio protagonizado por Alfredo Gaspar reflete a polarização profunda que domina as comissões em Brasília. Portanto, espera-se que o Conselho de Ética seja acionado por ambas as partes para analisar os excessos verbais cometidos durante a sessão.
