Em um vídeo publicado em suas redes sociais nesta quarta-feira (21 de janeiro de 2026), o pastor André Valadão, líder global da Igreja Lagoinha, rompeu o silêncio sobre sua inclusão na lista de investigados da CPMI do INSS. Visivelmente indignado, o religioso classificou a convocação como uma “perseguição política” arquitetada pelo PT e rebateu o que chamou de “acusações absurdas e infundadas” contra sua família.
O Foco da CPI: Fintechs e Sigilos Bancários
O nome de Valadão entrou no radar da comissão após requerimentos de quebra de sigilo bancário e pedidos de depoimento apresentados por parlamentares da base governista. A investigação apura possíveis irregularidades envolvendo entidades e fintechs que teriam realizado transações com o sistema do INSS.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) confirmou a presença do nome do pastor na lista de alvos da CPI, após pressões de outras lideranças evangélicas por transparência no processo.
Defesa de Valadão e Denúncia de Fake News
No vídeo, Valadão afirmou que “não tem nada a temer” e que suas contas e da igreja estão à disposição da justiça. O ponto mais enfático de sua fala, no entanto, foi o combate a boatos que circulam em grupos de mensagens e redes sociais, atribuídos por ele a militantes de esquerda:
- Acusações de Parentesco: O pastor negou veementemente que seu filho de 16 anos (Lorenzo, nascido em 2008) seja casado com a filha do empresário Ricardo Vorcaro, proprietário do Banco Master.
- Narrativa Política: Valadão classificou a tentativa de ligar sua família aos Vorcaro como uma estratégia para justificar sua convocação à CPI e criar uma narrativa de conluio financeiro inexistente.
“Estão atacando crianças e inventando casamentos que não existem para tentar manchar o nome da Lagoinha. É um nível de baixaria que mostra o desespero de quem quer calar a nossa voz”, declarou o pastor.
Próximos Passos
A CPMI do INSS deve analisar nos próximos dias a data para o depoimento de Valadão e de outros líderes citados na lista, como o deputado federal André Fernandes. Enquanto isso, parlamentares do PT e do PSOL seguem cobrando esclarecimentos sobre os vínculos entre instituições bancárias e a liderança da igreja.
