
Christa Gail Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, cometido em 12 de janeiro de 1995, em Knoxville, no Tennessee. Pike tinha 18 anos na época. Ambas frequentavam o Job Corps, um programa de formação profissional.
O caso voltou à atenção pública depois que Pike sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal em 30 de setembro de 2026. A condenação, porém, decorre de um crime ocorrido mais de três décadas antes.
Segundo as provas descritas na decisão da Suprema Corte do Tennessee de 1998, Pike saiu do centro de formação com Slemmer, Tadaryl Shipp e Shadolla Peterson. A vítima foi atacada em uma área do campus agrícola da Universidade do Tennessee.
Os registros descrevem espancamento e ferimentos provocados por objetos cortantes. A perícia concluiu que a morte foi causada por golpes na cabeça, desferidos com um pedaço de asfalto.
O corpo foi encontrado na manhã seguinte. A investigação recuperou, em uma jaqueta atribuída a Pike, um fragmento do crânio da vítima. Testemunhas disseram que ela havia exibido o fragmento após o crime.
Em depoimento à polícia, Pike afirmou que havia um conflito entre as duas e alegou que pretendia apenas brigar com Slemmer. O júri, entretanto, reconheceu a premeditação.
Em 1996, Pike foi condenada por homicídio premeditado de primeiro grau e conspiração para cometer homicídio. Além da pena de morte, recebeu uma sentença de 25 anos pela conspiração.
A decisão judicial registra duas circunstâncias agravantes reconhecidas pelo júri: tortura ou violência física além daquela necessária para causar a morte e a intenção de evitar prisão ou processo criminal. A Suprema Corte estadual manteve a condenação e a pena em 1998. Em 2011, o Tribunal de Apelações Criminais também rejeitou um recurso contra a negativa de revisão pós-condenação.
Os demais envolvidos tiveram desfechos diferentes. Segundo a revista People, Shipp, que tinha 17 anos, recebeu prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional. Peterson testemunhou contra Pike após um acordo com a acusação e recebeu uma pena cumprida em liberdade sob supervisão.
Nos recursos posteriores, os advogados de Pike citaram sua idade na época do crime, histórico de abuso e problemas de saúde mental para contestar a pena de morte.
Após sobreviver à tentativa de execução de 30 de setembro, Pike foi levada a um hospital. Em 1º de outubro, a Reuters informou que seu estado clínico permanecia sem esclarecimento público. O governador Bill Lee suspendeu as execuções programadas para o restante de 2026 e ordenou uma revisão independente.
Fontes: Suprema Corte do Tennessee — State v. Pike (1998); Tribunal de Apelações Criminais do Tennessee — Pike v. State (2011); People; Reuters.






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