Joliet, Illinois — Um vídeo que viralizou nas redes sociais expôs uma tentativa frustrada de extorsão e preconceito no estado de Illinois, nos Estados Unidos. Um proprietário residencial contratou a empresa local Diaz Fence Company para construir uma cerca de madeira de alta qualidade em toda a sua propriedade. No entanto, ao término do serviço, o homem tentou utilizar a agência de imigração norte-americana (ICE) como arma para não pagar pelo trabalho executado.
De acordo com relatos de César Diaz, proprietário da empresa de cercas, a equipe concluiu o projeto exatamente como havia sido acordado no contrato. No momento de receber o pagamento, o cliente se recusou a assinar o cheque e passou a proferir ameaças, afirmando que chamaria a polícia e o ICE (Immigration and Customs Enforcement) caso eles não deixassem o local imediatamente.
O tiro saiu pela culatra
O plano do proprietário baseava-se no estereótipo de que a mão de obra latina contratada estaria em situação irregular no país. Contudo, todos os trabalhadores possuíam a documentação legalizada e permissão formal de trabalho nos Estados Unidos.
Sem o medo da deportação e diante da óbvia tentativa de calote, a equipe decidiu que o homem não ficaria com o fruto do suor deles. “Se ele não vai pagar pela cerca, ele também não vai mantê-la”, declarou a gerência da empresa.
A equipe de operários retornou à propriedade munida de ferramentas e, de forma organizada, desmontou e retirou painel por painel da cerca, recolhendo todo o material de volta para os caminhões da empresa.
Reação e debate nas redes sociais
Imagens gravadas no local mostram o proprietário visivelmente enfurecido e proferindo palavrões enquanto assiste à sua propriedade perder a estrutura recém-construída. Ele tentou acusar os trabalhadores de estarem invadindo o espaço, mas a equipe manteve a calma e seguiu recolhendo as tábuas de madeira pelas quais não receberia.
O caso reacendeu o debate nos EUA sobre os abusos e a vulnerabilidade que trabalhadores imigrantes enfrentam no setor da construção civil, onde contratantes frequentemente tentam utilizar o status migratório como ferramenta de coerção psicológica e calote financeiro. No entanto, desta vez, a tentativa de golpe gerou o que internautas classificaram como “karma instantâneo” e legítima defesa do trabalhador.