Uma mulher de 40 anos, moradora do condado de Jefferson, morreu devido a complicações associadas ao sarampo na Pensilvânia, nos Estados Unidos. O óbito, confirmado pelas autoridades locais e pelo legista Greg Furlong, marca a terceira morte relacionada à doença no estado apenas este ano, em meio ao maior surto da infecção registrado no país em mais de três décadas. A paciente não era vacinada contra o vírus.
O avanço rápido da doença na Pensilvânia reabriu um intenso debate político e técnico entre autoridades estaduais e agências federais de saúde sobre a classificação dos óbitos e a cobertura vacinal.
Detalhes do óbito e o surto no estado
De acordo com o escritório do legista, a paciente faleceu no sábado. Este caso junta-se a outras duas mortes associadas ao sarampo notificadas no condado de Lancaster no fim de agosto, que envolveram dois bebês. Antes do atual surto, a Pensilvânia não registrava mortes causadas pela doença há 35 anos.
Até o momento, o Departamento de Saúde da Pensilvânia confirmou 676 casos de sarampo espalhados por 37 condados desde o início do ano, resultando em pelo menos 124 hospitalizações. O dado mais alarmante divulgado pelas autoridades aponta que menos de 1% dos pacientes infectados possuíam o esquema vacinal completo contra o vírus.
Divergência entre órgãos de saúde e cenário nacional
A escalada de casos na Pensilvânia faz parte de uma crise de saúde mais ampla. Os Estados Unidos enfrentam o maior ressurgimento de sarampo desde 1991, acumulando mais de 3.300 infecções confirmadas ao longo do ano. Além da Pensilvânia, estados como a Carolina do Sul e Utah registram números críticos de contágio.
O cenário também expôs divergências técnicas: enquanto o governo estadual computa três mortes associadas ao surto, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) revisam os critérios epidemiológicos e ainda não incluíram oficialmente os óbitos em seus dados federais sob a justificativa de avaliar se o sarampo foi a causa direta ou um fator contribuinte. Especialistas alertam que a queda nas taxas de vacinação — impulsionada pela desinformação — reduziu a imunidade de rebanho e abriu caminho para o retorno do vírus, altamente contagioso.
NBS News