Donald Trump afirma que EUA podem ‘ficar no Irã’ para controlar reservas de petróleo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças americanas podem “ficar no Irã” e “manter o petróleo”, à medida que o conflito armado no Oriente Médio continua a desestabilizar os mercados globais de energia. A declaração foi feita a jornalistas no resort Trump International na Irlanda. Na ocasião, o líder norte-americano traçou um paralelo direto com o controle parcial obtido sobre as reservas da Venezuela.

“Nós eventualmente vamos sair (do Irã), a menos que decidamos ficar e manter o petróleo como na Venezuela”, declarou Trump. Segundo ele, as receitas obtidas com o petróleo venezuelano já “pagaram pela guerra muitas vezes”. Em agosto, o governo dos EUA anunciou ter assegurado o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris das reservas provadas venezuelanas.

Instabilidade no mercado e previsão para o fim da guerra

A fala do presidente ocorre em um momento de forte volatilidade no setor de combustíveis. O preço do barril de petróleo do tipo Brent superou a marca de US$ 104. Paralelamente, investidores aguardam novas altas após um ataque recente contra um oleoduto da Arábia Saudita, ação pela qual Trump apontou o envolvimento provável de Teerã.

Apesar da escalada militar, Trump adotou um tom otimista sobre a duração do conflito. Ele previu que a guerra com o Irã deve terminar ainda este ano, possivelmente logo após as eleições de meio de mandato (midterms) nos EUA, agendadas para novembro. “O preço da gasolina vai cair feito uma rocha assim que a guerra acabar”, prometeu o mandatário.

Negociações de paz sob impasse

Trump também alegou que o governo iraniano estaria “ligando constantemente” em busca de negociações para um acordo de paz. No entanto, as autoridades de Teerã negam publicamente ter feito tais contatos.

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O presidente americano reforçou que só aceitará o que chamou de “acordo certo”. Enquanto os termos diplomáticos não avançam, as Forças Armadas dos EUA mantêm operações estratégicas na região, incluindo ações no Golfo Pérsico contra embarcações e infraestruturas petrolíferas ligadas ao regime iraniano.

USA Today

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