VARSÓVIA – O Primeiro-Ministro da Polônia, Donald Tusk, emitiu um aviso dramático nesta quinta-feira (19 de fevereiro de 2026), ordenando que todos os cidadãos poloneses abandonem o Irã sem demora. Em um tom de urgência raramente visto, Tusk alertou que a “possibilidade de um conflito é muito real” e que a janela para uma retirada segura pode se fechar definitivamente em questão de poucas horas.
“Não quero alarmar ninguém, mas todos sabemos do que se trata”
Falando da cidade de Zielonka, nos arredores de Varsóvia, Tusk foi enfático ao declarar que a situação de segurança na região deteriorou-se a um ponto crítico.
“Por favor, saiam do Irã imediatamente e, sob nenhuma circunstância, viajem para este país”, disse o premiê. “Em algumas, doze ou várias dezenas de horas, a evacuação pode não ser mais possível”.
O alerta ocorre em meio a uma mobilização militar sem precedentes dos Estados Unidos no Oriente Médio. Relatos indicam que o governo de Donald Trump posicionou dois grupos de porta-aviões — o USS Gerald R. Ford e o USS Abraham Lincoln — além de caças F-22 e F-35 na região.
Tensões Nucleares e Pressão de Israel
A crise escalou após o impasse nas negociações nucleares em Genebra. Washington exige o desmantelamento total da infraestrutura nuclear iraniana, enquanto Israel sinaliza estar pronto para uma “opção máxima” de ataque caso Teerã não ceda.
O Ministério das Relações Exteriores da Polônia reiterou o pedido de Tusk, destacando que o espaço aéreo da região pode ser fechado a qualquer momento se as hostilidades começarem. Atualmente, o sistema polonês Odyseusz registra apenas três cidadãos residentes de longo prazo no país, mas o governo teme pela segurança de viajantes não registrados.
A Rússia, por sua vez, apelou por “contencão máxima” a todas as partes, alertando para uma escalada sem precedentes.
