A administração do presidente Donald Trump está finalizando uma proposta inédita que pode mudar drasticamente a distribuição de recursos públicos para o bem-estar familiar nos Estados Unidos. O plano prevê o repasse de subsídios federais de aproximadamente US$ 9.000 por ano, por criança, para casais casados se um dos pais optar por não trabalhar para cuidar dos filhos em tempo integral.
A iniciativa é uma das principais prioridades de política pública lideradas pelo vice-presidente, JD Vance. O objetivo central é fornecer viabilidade financeira para o modelo familiar tradicional. A medida daria maior liberdade de escolha às famílias da classe trabalhadora que preferem educar os filhos em casa em vez de terceirizar o serviço.
Origem dos recursos e critérios de elegibilidade
- Fundo existente: O dinheiro virá do Fundo de Desenvolvimento e Cuidado Infantil (CCDF), criado na década de 1990.
- Exigência de jornada: Um dos cônjuges deve trabalhar no mínimo 35 horas semanais.
- Critério de estado civil: Apenas casais legalmente casados serão elegíveis para o novo benefício.
- Teto de renda: As famílias devem receber abaixo de 85% (ou 60%, dependendo do estado) da renda mediana local.
Críticas e debates institucionais
A proposta não necessita de aprovação do Congresso, pois altera regras administrativas de um programa já existente. No entanto, ela gerou fortes reações de opositores. Parlamentares democratas e entidades de defesa dos direitos das mulheres, como o National Women’s Law Center (NWLC), criticaram duramente o texto.
Os críticos apontam que o fundo de US$ 12 bilhões atualmente atende 1,3 milhão de crianças, em sua maioria vindas de lares chefiados por mães solo que trabalham. Abrir o programa para pais que ficam em casa, sem injetar novas verbas, obrigaria famílias de baixa renda e creches comunitárias a competir pelos mesmos recursos escassos, sobrecarregando o sistema atual.
The New York Times