BRASÍLIA – O Palácio do Planalto finaliza os preparativos para uma solenidade de alto impacto político no próximo dia 8 de janeiro de 2026. O evento, inicialmente planejado para celebrar os três anos da defesa da democracia após as invasões de 2023, servirá agora como palco para o veto presidencial ao projeto de lei que buscava reduzir as penas de Jair Bolsonaro e para uma resposta diplomática contundente à incursão militar dos EUA na Venezuela.
O Veto à “Redução de Pena”
Fontes próximas à Presidência confirmam que Luiz Inácio Lula da Silva aproveitará a data simbólica para assinar o veto total ao projeto de lei aprovado recentemente pelo Congresso, que visava atenuar condenações de inelegibilidade e crimes contra o Estado Democrático de Direito.
A decisão é vista como um movimento estratégico para reafirmar a autoridade do Judiciário e isolar o movimento bolsonarista. “Não haverá anistia nem concessões para quem atentou contra as instituições”, afirmou um interlocutor do governo.
Soberania Nacional e o Ataque à Venezuela
A pauta do evento foi ampliada após a Operação Absolute Resolve, liderada pelos Estados Unidos, que resultou na captura de Nicolás Maduro e na morte de soldados cubanos em Caracas. O Itamaraty prepara um discurso focado na soberania da América Latina.
Lula deve condenar o uso da força militar estrangeira na região, buscando equilibrar a crítica ao autoritarismo de Maduro com a rejeição à intervenção unilateral de Washington. O governo brasileiro teme que a presença militar americana na fronteira norte desestabilize a segurança regional.
Mobilização Popular: “Sem Anistia”
Enquanto a solenidade oficial ocorre dentro do Palácio do Planalto, movimentos sociais e grupos de apoio ao governo organizam uma grande manifestação na Praça dos Três Poderes. Os organizadores prometem um ato focado no grito de “Sem Anistia”, pressionando pela manutenção das penas de Bolsonaro e pelo avanço das investigações sobre o alto escalão militar envolvido nos eventos de 2023.
