Uma nova polêmica envolvendo o Judiciário brasileiro surgiu após a divulgação de relatórios sobre viagens aéreas.
O uso de jatos executivos por Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, tornou-se o centro de um intenso debate público nas últimas horas. De acordo com documentos obtidos pela imprensa, o ministro teria realizado pelo menos oito voos em aeronaves ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Detalhes das viagens e períodos
As informações indicam que os deslocamentos ocorreram entre maio e outubro de 2025. Sete desses voos foram operados pela empresa Prime You, uma firma de compartilhamento de bens de luxo da qual Vorcaro era sócio minoritário até setembro do mesmo ano. Além disso, um oitavo voo teria sido realizado em uma aeronave pertencente a um familiar do empresário.
Embora os registros da ANAC e do Decea confirmem a presença do ministro no terminal executivo de Brasília nesses horários, a natureza exata das contratações ainda gera divergências. Por um lado, as bases de dados apontam a coincidência de horários e aeronaves; por outro, as justificativas oficiais apresentam uma versão distinta.
A resposta do Ministro e do escritório
Logo após a repercussão, as acusações foram classificadas como “falsas” pelo gabinete de Alexandre de Moraes. O ministro declarou publicamente que não conhece o empresário Daniel Vorcaro nem possui vínculos com suas empresas. Contudo, o escritório de advocacia de sua esposa confirmou a utilização de serviços de táxi aéreo da Prime You.
Segundo a nota do escritório, os contratos foram firmados de maneira formal, e os pagamentos ocorreram via compensação de honorários, sem qualquer relação pessoal com os donos das aeronaves. Dessa forma, a defesa sustenta que todas as operações respeitaram a legalidade e as normas de transparência vigentes.
Impacto e fiscalização
A notícia ampliou o debate sobre os limites éticos e institucionais no STF. Como resultado, órgãos de controle e a sociedade civil reforçaram as cobranças por uma maior clareza nos deslocamentos de autoridades. Afinal, a transparência no uso de serviços privados por figuras públicas é um pilar essencial para a confiança nas instituições.
Em suma, enquanto os documentos indicam a frequência das viagens, a defesa insiste na regularidade das contratações. Portanto, o caso segue sob os holofotes, aguardando novos desdobramentos sobre a prestação de contas desses serviços.
