Ciclone-bomba atinge o Sul com ventos de 132 km/h e deixa rastro de destruição
A formação e rápida intensificação de um ciclone-bomba espalhou o caos pelo Sul do país e colocou o Sudeste em estado de alerta máximo. Alimentado pelo forte choque térmico entre massas de ar quentes e frias, o fenômeno avançou de forma avassaladora. O sistema gerou tempestades severas, granizo e destruição estrutural na região.
Impactos devastadores no Rio Grande do Sul
De acordo com dados oficiais fornecidos pela Defesa Civil e autoridades estaduais, a tempestade afetou pelo menos 94 municípios gaúchos. Infelizmente, uma morte já foi confirmada na cidade de Montenegro, na Região Metropolitana. Um motociclista de 33 anos faleceu após ser atingido pela queda de uma árvore na rodovia RS-124.
A capital, Porto Alegre, registrou uma das rajadas de vento mais intensas das últimas décadas: impressionantes 132 km/h. O registro recorde ocorreu na estação meteorológica do Clube Jangadeiros, localizada na Zona Sul da cidade. No Aeroporto Internacional Salgado Filho, as rajadas chegaram à marca de 120 km/h. Outras cidades também sofreram o impacto direto da ventania:
- Capela de Santana: 117 km/h
- São Pedro do Sul: 117 km/h
- Picada Café: 114 km/h
- São Gabriel: 113 km/h
Casas foram destelhadas, postes caíram e bairros inteiros permanecem sem energia elétrica devido ao colapso de redes de transmissão. Um tornado isolado também foi reportado no município de Pedro Osório.
Alerta se desloca para o Sudeste
Enquanto o ciclone avança pelo Oceano Atlântico Sul, o perigo migra em direção ao Sudeste brasileiro. Conforme os dados consolidados pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), estados como São Paulo e Rio de Janeiro enfrentam riscos extremos de ventania. No litoral paulista e sul fluminense, as rajadas podem atingir entre 90 km/h e 110 km/h.
Aulas foram preventivamente suspensas em quatro municípios do estado de São Paulo. A travessia de balsas e as operações no Porto de Santos também sofreram paralisações devido às condições climáticas severas.
Onda de frio polar e geada
A retaguarda do ciclone-bomba atua como um gatilho para o avanço de uma massa de ar frio de origem polar. A previsão aponta que as temperaturas vão despencar rapidamente a partir do final de semana. Os termômetros devem registrar marcas abaixo dos 5°C na metade sul do Rio Grande do Sul, com forte potencial para a formação de geadas generalizadas.
A Defesa Civil mantém o monitoramento contínuo e orienta que a população evite sair de casa desnecessariamente durante os picos de ventania.
