Rio de Janeiro (RJ) — Um adolescente de 14 anos foi morto durante uma megaoperação policial no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro, que envolveu agentes do BOPE, CORE e outras forças de segurança do Estado. A ação, que tinha como alvo o Comando Vermelho, resultou em pelo menos 64 mortes, incluindo quatro policiais, segundo informações da Agência Brasil.
O governador Cláudio Castro afirmou que a operação foi um “duro golpe contra o crime organizado”, e destacou que as forças de segurança “agiram com precisão e proporcionalidade”.
Apesar das declarações oficiais, moradores denunciam excessos e mortes de civis, afirmando que o número de vítimas pode ultrapassar uma centena. A região ficou tomada por tiroteios, helicópteros e veículos blindados, deixando escolas e comércios fechados durante todo o dia.
Entre as vítimas está o jovem de 14 anos, cujo pai relatou, emocionado, que sempre tentou orientar o filho.
“Dei muitos conselhos. Sempre cuidei dele, mas ele se iludiu… e foi impossível mantê-lo no caminho”, lamentou o pai.
A família afirma que o adolescente não possuía antecedentes criminais e teria sido atingido durante os confrontos.
A operação reacende o debate sobre o uso da força nas favelas cariocas e os impactos das ações policiais sobre jovens periféricos. Entidades de direitos humanos pedem transparência nas investigações e responsabilização em casos de abusos.
Enquanto isso, moradores das comunidades do Alemão e da Penha continuam em luto e com medo de novas incursões.
