O plano do presidente Donald Trump de reduzir o preço dos alimentos gerou uma revolta interna inesperada dentro do seu próprio partido. Na última sexta-feira, a administração anunciou que isentará de tarifas a importação de até 300.000 toneladas métricas de carne moída estrangeira por 90 dias. O objetivo da medida é forçar uma redução de até 25% no preço da carne nas gôndolas antes das eleições de meio de mandato (midterms). No entanto, senadores republicanos de estados com forte peso pecuarista — como Tom Cotton (Arkansas) e Tim Sheehy (Montana) — criticaram publicamente a decisão, alertando que ela prejudica gravemente os produtores locais.
O Dilema Econômico e Político
O rebanho bovino norte-americano enfrenta atualmente o seu menor patamar em 75 anos devido a secas prolongadas e aos altos custos de produção. Com o preço da carne moída ultrapassando a barreira dos US$ 7 por libra-peso, a Casa Branca buscou uma solução imediata por meio de importações isentas.
- O argumento de Trump: Fornecer alívio rápido à inflação que afeta diretamente o orçamento das famílias trabalhadoras americanas.
- A reação do Partido Republicano: Parlamentares de estados rurais alegam que inundar o mercado nacional com carne estrangeira barata desincentiva os pecuaristas americanos a expandirem seus rebanhos, agravando a crise de abastecimento a longo prazo.
O senador Tim Sheehy declarou que aconselhou o presidente a recuar no plano, argumentando que a medida pune os próprios produtores americanos. Críticas similares foram ecoadas por outras lideranças do partido e por associações do setor, como a U.S. Cattlemen’s Association, que acusou a medida de “colocar os produtores dos EUA em último lugar”.
Fox News
