Presidente do Comitê de Supervisão acusa democratas de “selecionar” imagens da ilha de Jeffrey Epstein para gerar manchetes

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O presidente do House Oversight Committee, o republicano James Comer, acusou nesta quarta-feira os democratas de seu comitê de divulgarem seletivamente fotos e vídeos da ilha privada do falecido pedófilo Jeffrey Epstein com o objetivo de gerar manchetes, alegando que muitas das imagens tidas como “inéditas” já haviam sido publicadas anteriormente por outros meios de comunicação A declaração de Comer veio poucas horas depois de os democratas liberarem um novo lote de materiais visuais supostamente nunca antes vistos da propriedade de Epstein nas Ilhas Virgens Americanas.

De acordo com Comer, as fotos e vídeos apresentados pelos democratas não trazem novidade real: “documentos foram escolhidos a dedo e alguns adulterados”, criticou, afirmando que o Comitê estaria “correndo atrás de manchetes” ao classificar como inéditas imagens já divulgadas pelo grupo liderado por James O’Keefe, fundador do O’Keefe Media Group. Ele disse ainda que a única novidade é a conduta “imprudente” da liderança democrata no comitê. 

Do lado dos democratas, o membro de maior hierarquia da minoria, Robert Garcia (D-Calif.), rebateu as críticas. Segundo ele, as fotos e vídeos liberados — que mostram salas, dormitórios, quartos de banho, um cômodo com cadeira odontológica cercada de máscaras, um quadro-negro com palavras como “power” (poder) e “deception” (engano), e vários ambientes internos e externos da ilha de Epstein — oferecem um “olhar perturbador” sobre o mundo privado do criminoso. A divulgação, explicaram, tem como objetivo garantir transparência pública e auxiliar na reconstrução dos crimes praticados por Epstein. 

O novo lote divulgado pelos democratas foi postado nas redes sociais do comitê e, segundo nota oficial, foi enviado pelas autoridades das Ilhas Virgens à comissão. Inclui dezenas de fotos e vídeos — entre elas, imagens de interiores luxuosos, móveis, quartos, banheiros, um telefone com discagem rápida para diversos nomes (alguns redigidos) e ambientes inéditos que, segundo eles, não haviam sido tornados públicos anteriormente. 

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Por outro lado, os republicanos insistem que se trata de “informação reciclada” e seletiva, ressaltando que o comitê majoritário — de que Comer faz parte — já liberou milhares de páginas de documentos relacionados à investigação sobre Epstein, incluindo registros bancários de instituições como J.P. Morgan e Deutsche Bank, além de intimações emitidas a pessoas com supostas ligações ao falecido criminoso. 

O embate acende novamente o debate sobre a conduta no comitê e a real natureza da divulgação: para uns, um esforço legítimo por transparência e por justiça às vítimas; para outros, uma manobra política de exposição seletiva com fim midiático. A disputa também aumenta a pressão sobre o U.S. Department of Justice e sobre o governo para que os arquivos restantes relativos a Epstein sejam liberados na íntegra, conforme uma nova legislação aprovada no Congresso exige.

Fox News

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