Secretário-executivo da Previdência tem prisão decretada por fraude em descontos do INSS

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PF investiga esquema nacional de descontos ilegais em aposentadorias e pensões

O secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, teve a prisão preventiva decretada nesta quinta-feira (18), no âmbito da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A investigação apura um esquema nacional de descontos não autorizados em benefícios do INSS, que teria causado prejuízos milionários a aposentados e pensionistas.

Segundo a Polícia Federal, o esquema consistia na aplicação de descontos indevidos diretamente na folha de pagamento do INSS, sem autorização formal dos beneficiários. Os valores eram repassados a entidades e intermediários, com indícios de participação de servidores públicos de alto escalão.

Ministério exonera secretário-executivo da Previdência

Após a decretação da prisão, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, determinou a exoneração imediata de Adroaldo Portal do cargo. Em nota, o ministério afirmou que o órgão e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão colaborando ativamente com as investigações e adotando medidas para recuperar os recursos desviados.

A pasta destacou ainda que o objetivo é garantir a proteção dos aposentados e pensionistas, além de fortalecer os mecanismos de controle para impedir novos casos de fraude.

Novo secretário-executivo assume interinamente

Para assegurar a continuidade administrativa do ministério, o procurador-federal Felipe Cavalcante e Silva, atual consultor jurídico do Ministério da Previdência Social, foi designado para assumir interinamente a função de secretário-executivo.

A nomeação ocorre em meio ao avanço das investigações e busca reforçar o compromisso do governo com a legalidade, transparência e responsabilidade na gestão pública.

Operação Sem Desconto investiga fraude no INSS

A Operação Sem Desconto investiga um esquema estruturado de fraudes no INSS, envolvendo descontos irregulares em aposentadorias e pensões. De acordo com a PF, muitos beneficiários só descobriram os abatimentos após meses, ao analisarem seus extratos.

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As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas, assim como novas prisões e afastamentos de servidores envolvidos no esquema.


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