Trump e o príncipe Bin Salman fecham acordo trilionário: Arábia Saudita promete US$ 600 bi em investimentos nos EUA e compra militar recorde

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Em uma reunião no Salão Oval, Donald Trump e o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman anunciaram um pacote bilionário de acordos que marca uma nova era na aliança entre Estados Unidos e Arábia Saudita. A Arábia Saudita se comprometeu a investir US$ 600 bilhões nos EUA nas próximas décadas, segundo comunicado da Casa Branca, enquanto também assinou um acordo de defesa no valor de US$ 142 bilhões — a maior venda de armamentos da história entre os dois países. 

De acordo com a Casa Branca, os investimentos sauditas contemplam não apenas a indústria de defesa, mas também setores estratégicos como energia, tecnologia, infraestrutura e minerais críticos.  Na área de defesa, o pacote inclui modernização da força aérea, capacidades espaciais, defesa antiaérea e de mísseis, segurança marítima, modernização de forças terrestres, além de comunicação e sistemas de informação — com suporte contínuo, treinamento para as forças sauditas e fortalecimento das academias militares e serviços médicos militares. 

No campo da tecnologia, a Arábia Saudita anunciou que vai investir US$ 20 bilhões por meio da empresa Saudita DataVolt para construir centros de dados de inteligência artificial nos Estados Unidos.  Além disso, gigantes do setor como Google, Oracle, Salesforce, AMD e Uber concordaram em mobilizar US$ 80 bilhões em parcerias tecnológicas nos dois países, segundo a Casa Branca. 

No setor de energia, a GE Vernova vai fornecer turbinas a gás e outras soluções energéticas para a Arábia Saudita num contrato estimado em US$ 14,2 bilhões.  Já no transporte aéreo civil, um braço da Saudi Public Investment Fund (PIF), a AviLease, fechou compra de 30 aviões Boeing 737-8, num contrato de US$ 4,8 bilhões, com entregas previstas até 2032. 

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Além disso, os dois países firmaram cooperação em pesquisa espacial: a NASA e a Agência Espacial Saudita assinaram acordo para lançar um CubeSat saudita na missão Artemis II, que vai orbitar a Terra e coletar dados sobre o clima espacial.  Também há um memorando para colaboração na mineração de minerais estratégicos, com foco em tornar as cadeias de suprimento mais resilientes. 

Durante o fórum de investimento em Riad, Trump defendeu os acordos como parte de sua política “America First”, afirmando que a parceria reforça a economia dos EUA, gera empregos e fortalece a segurança nacional.  Por sua vez, Mohammed bin Salman disse que esses compromissos representam apenas a “primeira fase” e sugeriu que os investimentos podem chegar a US$ 1 trilhão no futuro, à medida que mais acordos forem fechados. 

Apesar do entusiasmo oficial, analistas já apontam riscos: parte do valor anunciado (US$ 600 bilhões) ainda não tem execução completamente detalhada, e alguns acreditam que apenas US$ 282,8 bilhões dos acordos têm compromisso mais claro ou vinculante, segundo checagem feita por veículos de mídia. 

Críticos ressaltam ainda potenciais conflitos de interesse e desafios para a realização concreta desses investimentos, especialmente dados os altos custos dos projetos sauditas e os riscos econômicos associados. 

Esse pacote bilateral, contudo, marca um fortalecimento estratégico profundo entre Washington e Riad — unindo ambições econômicas e militares em uma aliança que Trump apresenta como “nova era dourada” para o relacionamento entre as duas nações.

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