Alexandre de Moraes suspende inquérito que investigava remoção de corpos após megaoperação no Rio

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão de um inquérito da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro que investigava a remoção de corpos ocorrida após a operação realizada nos Complexo do Alemão e Complexo da Penha. 

De acordo com a decisão, Moraes também exigiu que sejam preservadas as imagens captadas por câmeras corporais dos policiais envolvidos e que os laudos de autópsias das vítimas sejam entregues à Corte. 

A investigação da 22ª Delegacia da Penha havia sido aberta para apurar a remoção de dezenas de corpos encontrados em uma mata que divide os Complexos do Alemão e da Penha, após a operação policial que deixou ao menos 121 mortos, conforme levantamento citado pela imprensa. 

Segundo as apurações, moradores da área vinculada à mata teriam retirado corpos e roupas camufladas dos cadáveres — parte da investigação indaga possível fraude processual ou tentativa de ocultar vínculos dos mortos com organizações criminosas. 

A suspensão do inquérito foi motivada por determinação do STF, que entendeu ser necessário garantir preservação das provas e garantir a integridade da investigação, diante da gravidade dos fatos e da necessidade de acompanhamento mais amplo das circunstâncias da operação. 

Moraes concedeu prazo de 48 horas para que o delegado titular da 22ª DP preste esclarecimentos sobre a instauração e andamento do inquérito. 

A medida abre nova frente de questionamento sobre como foi conduzida a ação policial e os cuidados (ou a falta deles) com a cadeia de custódia de corpos, vestígios e registros visuais, elementos essenciais para a responsabilização dos fatos. Por outro lado, a suspensão gera críticas de setores que cobram celeridade nas apurações e temem que o avanço da investigação seja interrompido.

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O episódio reacende o debate sobre letalidade em operações de segurança pública no estado do Rio de Janeiro, a proteção dos direitos das vítimas e a transparência no uso da força pelo Estado.

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