Vazamento de WhatsApp expõe crise no STF: Gilmar Mendes bate boca com Fux e é bloqueado por Nunes Marques
Os bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) mergulharam em uma crise sem precedentes históricos neste mês de setembro de 2026. Mensagens privadas trocadas via aplicativo de celular revelaram discussões ríspidas, cobranças duras e acusações diretas protagonizadas pelo decano da Corte, Gilmar Mendes, contra os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.
O vazamento dos diálogos, divulgado inicialmente pelo portal Metrópoles e confirmado pelos principais veículos de imprensa, expôs o grau de beligerância interna que antecedeu as sessões plenárias transmitidas ao vivo. A gravidade dos atritos fez com que Nunes Marques bloqueasse o decano no WhatsApp.
“Assumam que estão ferrados e abram as contas”
A troca de mensagens ocorreu no contexto de julgamentos cruciais na Segunda Turma e no Plenário, que envolvem o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e os relatórios policiais contendo mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do antigo Banco Master.
Nas mensagens enviadas a Nunes Marques, Gilmar Mendes adotou uma postura impositiva. O decano exigiu que o colega se afastasse dos processos ligados ao caso Master e cobrou a quebra de sigilo bancário:
“Assumam q estao ferrados e saiam dos processos. Abram as contas”, disparou Gilmar.
Nunes Marques reagiu imediatamente: “Me respeite Gilmar. Isso não é postura”.
O decano elevou o tom: “Nao julguem porra. Não respeito a quem nao se daH respeito. Vc tem de sair do tse também”, referindo-se à presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exercida por Nunes Marques. Após a insistência, o magistrado indicou que não conversaria mais e bloqueou o número de Gilmar. [1, 2]
“Cuide de não encher meu saco”
O ministro Luiz Fux também foi alvo das cobranças de Gilmar Mendes. Durante o julgamento sobre a Polícia Federal na Segunda Turma, Gilmar pediu vista, mas Fux e Nunes Marques decidiram antecipar seus votos. Inconformado, Gilmar enviou mensagens cobrando “postura institucional” de Fux, que presidia a turma.
Fux rebateu de forma ríspida: “Gilmar você deve dizer espero que não se repita pra quem você quiser. Pra cima de mim não. Ninguém nesse mundo diz pra mim como agir”. Quando Gilmar insistiu para que ele “apenas cuidasse de atuar como presidente da turma”, Fux encerrou o diálogo de forma categórica: “Bom Dia. Cuide de não encher meu saco!”.
O racha institucional no Plenário
A revelação das mensagens privadas escancara que o descontentamento público de Gilmar Mendes no plenário já vinha fervendo nos bastidores. Horas antes de os textos virem a público, o decano havia discursado de forma inflamada na tribuna, ironizando a existência de um suposto “vazador-geral da República” e criticando vazamentos seletivos da Polícia Federal envolvendo familiares de ministros.
Na sessão de julgamento, o presidente da Corte, Edson Fachin, reconheceu que o STF atravessa um dos períodos mais difíceis e sensíveis de sua história. Com ministros trocando farpas em canais privados e antecipando impedimentos em processos de alta voltagem política, o tribunal tenta agora buscar saídas institucionais para estancar a crise interna de credibilidade.