O cenário político para as eleições de 2026 ganhou mais um capítulo tenso nesta semana. Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside em território norte-americano, utilizou suas redes sociais para divulgar um manifesto contundente. O ex-parlamentar assegurou que continuará como pré-candidato a primeiro suplente na chapa do deputado estadual André do Prado (PL), que disputa uma vaga ao Senado por São Paulo.
A manifestação ocorre em um momento crítico, logo após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condená-lo por unanimidade. Apesar da pressão jurídica, Eduardo afirmou que sua permanência no exterior não reflete a busca por conforto. Segundo o político, o seu atual status nos Estados Unidos configura uma condição absurda de exilado.
Defesa de anistia e articulação internacional no Texas
A estratégia da família Bolsonaro para o pleito também foi detalhada no pronunciamento. De acordo com o texto publicado, a principal meta do grupo político envolve a eleição de Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. Com essa vitória nas urnas, uma ampla anistia geral e irrestrita seria garantida aos aliados da oposição.
Por outro lado, o ex-deputado explicou que sua rotina no Texas envolve o combate e a articulação internacional. Críticas severas foram direcionadas por Eduardo às decisões judiciais e políticas adotadas em Brasília, as quais ele classificou como ditatoriais. Além disso, o pré-candidato destacou que o eleitorado brasileiro compreende as supostas perseguições e dará a resposta final por meio do voto.
Chapa ao Senado enfrenta incertezas jurídicas
Embora o tom de Eduardo Bolsonaro seja de resistência, o futuro da vaga de suplente segue sob intensa discussão nos bastidores. Devido à condenação penal sofrida no STF, juristas apontam que o registro de sua candidatura poderá sofrer impugnação com base na Lei da Ficha Limpa.
Portanto, o Partido Liberal avalia os riscos de contágio jurídico, já que uma eventual invalidação do suplente poderia anular os votos de toda a chapa. Enquanto isso, o titular da candidatura, André do Prado, declarou publicamente que aguardará o esgotamento de todos os recursos judiciais. Consequentemente, a composição oficial da ala bolsonarista em São Paulo dependerá dos próximos desdobramentos nos tribunais superiores.
