No G7, Lula rebate Trump sobre facções: “Age como imperador”

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A temperatura diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos atingiu o nível mais crítico dos últimos meses. Durante a cúpula do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu agressivamente o tom contra o líder americano Donald Trump. Em um forte discurso direcionado à imprensa e aos chefes de Estado, o petista classificou como um “desaforo ao Brasil” a recente decisão de Washington de rotular o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

Sem poupar palavras, o mandatário brasileiro disparou que o chefe da Casa Branca “age como um imperador” nas relações internacionais. Além disso, Lula completou afirmando que o republicano “fala muito e ouve pouco”, demonstrando total descontentamento com as últimas medidas de segurança nacional adotadas pelo governo norte-americano.

Lula acusa estados americanos de lavagem de dinheiro e contrabando

Em vez de recuar, o presidente brasileiro contra-atacou a postura dos Estados Unidos com acusações diretas ao sistema financeiro e de segurança deles. O petista afirmou categoricamente que diversos estados americanos lavam dinheiro de criminosos internacionais e realizam o contrabando das armas pesadas que abastecem o crime organizado em território nacional.

Elevando o nível das hostilidades, um recado explícito foi mandado por Lula para que o republicano “não se meta nas eleições do Brasil”. De acordo com o líder brasileiro, o empresário americano simplesmente não conhece a realidade e a soberania do país sul-americano.

Distanciamento diplomático total marca o encontro mundial

Ao finalizar suas declarações, o presidente brasileiro fez questão de desdenhar de qualquer aproximação institucional ou pacificação direta com o chefe de Estado da maior potência do planeta. Lula afirmou de forma convicta que não tinha motivos para pedir uma reunião bilateral de conciliação com Trump no G7.

Portanto, o mandatário sacramentou o distanciamento ao declarar que “não tinha o que conversar com ele”. Com essa barreira ideológica e política imposta pelo governo brasileiro, a cooperação bilateral de segurança entre as nações será reavaliada por analistas internacionais nas próximas semanas, agravando o isolamento entre Brasília e Washington.

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