PF Mira Jaques Wagner na Operação Compliance Zero e Apreende Dólares e Euros em Espécie

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Líder do governo no Senado é investigado por suposto favorecimento ao Banco Master

A base aliada do governo no Congresso Nacional sofreu um forte abalo na manhã desta quinta-feira. Durante as primeiras horas do dia, valores em espécie foram apreendidos pela Polícia Federal em propriedades ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA), em Brasília e na Bahia. Segundo o balanço oficial da corporação, os agentes recolheram US$ 55 mil (cerca de R$ 285 mil) e € 33 mil guardados nos locais.

Conforme a manifestação do ministro do STF, André Mendonça, as ordens judiciais visam coletar provas sobre crimes financeiros, lavagem de dinheiro e corrupção. De acordo com os investigadores da Polícia Federal, a ação cumpre 18 mandados de busca e apreensão expedidos para desarticular fraudes corporativas. Embora o gabinete funcional do parlamentar no Senado tenha sido poupado da investida por restrição judicial, seus imóveis particulares restaram totalmente vasculhados.

Investigação aponta repasses financeiros e imóveis de luxo

Além do dinheiro vivo encontrado, a apuração foca em transações imobiliárias suspeitas no Nordeste. A suspeita principal indica que a compra de um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,4 milhões, teria sido financiada por operadores do Banco Master para ocultar o real beneficiário.

Do mesmo modo, repasses superiores a R$ 5 milhões foram identificados pelos peritos federais em contas de empresas associadas ao núcleo familiar do petista. A suspeita é de que o enteado do senador e sua respectiva esposa atuavam ativamente na cobrança de vantagens financeiras junto a executivos do banco.

Atuação no Senado Federal sob forte suspeita

Analogamente, a Polícia Federal mapeou os interesses defendidos pelo senador dentro do Poder Legislativo. O relatório técnico aponta indícios de interferência direta de Wagner em matérias ligadas a limites de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Do mesmo modo, facilidades na expansão de linhas de crédito consignado contavam com a articulação política do parlamentar.

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Em contrapartida, a assessoria do senador Jaques Wagner afirmou que o congressista mantém sua postura de cooperação e nega qualquer irregularidade em sua conduta pública. Igualmente, advogados do ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima, também alvo da mesma fase, classificaram as buscas como desnecessárias, uma vez que o empresário já se encontrava à disposição da Justiça há meses. No entanto, analistas políticos avaliam que o caso amplia o desgaste do governo e intensifica as pressões da oposição em Brasília.

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