Caso Deolane Bezerra: investigação revela plano de influenciadora para lavar dinheiro do PCC em Dubai

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Influenciadora e Marcola viraram réus por organização criminosa e fraudes financeiras

Os desdobramentos de uma grande apuração policial abalaram o cenário jurídico e de entretenimento nacional. A influenciadora digital Deolane Bezerra foi apontada pelos promotores de Justiça como peça-chave em um sofisticado esquema de ocultação de bens. De acordo com os autos do processo do G1 São Paulo, a ré atuava ativamente na ocultação de recursos gerados por uma transportadora controlada pela facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

Uma denúncia robusta foi apresentada pelo Ministério Público após a quebra de sigilo bancário dos suspeitos. Os dados financeiros comprovam que Deolane movimentou cerca de R$ 27 milhões provenientes de atividades ilícitas operadas pelo grupo em Presidente Venceslau. Igualmente, depósitos fracionados sistemáticos de valores inferiores a R$ 10 mil eram realizados em suas contas para burlar os sistemas de controle do Banco Central. Devido à gravidade das provas coletadas, a prisão preventiva da advogada foi decretada em 21 de maio de 2026 e mantida pela Justiça após sucessivas negativas de habeas corpus.

Conexão internacional usaria empresas de fachada nos Emirados Árabes

Além da movimentação em território nacional, a investigação criminal identificou planos audaciosos de expansão global. Conforme apontado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os réus planejavam transferir o patrimônio acumulado para fundos de investimentos no exterior.

Por meio de uma detalhada engenharia financeira, a reestruturação das empresas do grupo seria realizada pelos investigados com foco em Dubai. Os Emirados Árabes Unidos foram escolhidos estrategicamente por serem associados internacionalmente ao uso de shell companies (empresas de fachada), o que facilita a lavagem internacional de ativos de alta monta. Com o intuito de camuflar de vez o rastro do dinheiro, as transações transfronteiriças contavam com o suporte operacional de parentes de Marcola foragidos fora do país.

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Defesa nega acusações e contesta rito processual

Por outro lado, o cerco judicial se fechou com o bloqueio imediato de automóveis de luxo e bens da influenciadora avaliados em R$ 8 milhões. Analogamente, os líderes da facção — mesmo custodiados em presídios de segurança máxima — utilizavam intermediários para legitimar as operações comerciais no mercado formal.

Em contrapartida, os advogados de defesa de Deolane afirmaram em nota ao UOL Cotidiano que ela é totalmente inocente. A banca jurídica sustenta que a cliente não faz parte de nenhuma organização criminosa e que suas receitas decorrem estritamente de contratos publicitários legítimos. Do mesmo modo, a defesa de Marcola alegou que o isolamento carcerário do detento impede qualquer tipo de articulação financeira externa. Todavia, o Judiciário considerou os indícios suficientes para dar andamento à ação penal.

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