Esposa de Moraes no alvo da PF: Defesa quer tirar ministro de inquérito sobre vazamento de dados

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A defesa do empresário Marcelo Conde acionou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para retirar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria de um inquérito da Polícia Federal. A investigação apura o vazamento e a suposta compra ilegal de dados fiscais sigilosos pertencentes a Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa do magistrado. Os advogados de Conde protocolaram o pedido de suspeição fundamentados no Artigo 252 do Código de Processo Penal (CPP), sustentando que Moraes possui impedimento pessoal para conduzir o caso por ser casado com a suposta vítima. Antes de recorrer a Fachin, a defesa havia submetido o mesmo pleito diretamente ao relator, mas não obteve resposta.

O inquérito teve origem após auditorias da Receita Federal identificarem acessos não autorizados e consultas irregulares aos registros fiscais de ministros do STF e de seus familiares. A Polícia Federal investiga se essas quebras de sigilo foram encomendadas e comercializadas ilegalmente para terceiros. Paralelamente ao avanço dessa apuração, o caso ganhou contornos complexos devido ao escrutínio público sobre um contrato de prestação de serviços jurídicos no valor de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes. A defesa de Marcelo Conde refuta veementemente as acusações de que teria pago R$ 4,5 mil a um contador para obter as informações fiscais da advogada, classificando as suspeitas como infundadas. Cabe agora ao ministro Edson Fachin analisar o pedido de afastamento ou submetê-lo à deliberação do plenário da Corte.

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