A Colômbia iniciou uma guinada radical em sua estratégia de segurança nacional após a posse do novo presidente de direita, Abelardo de la Espriella, que ativou as Forças Armadas para esmagar as dissidências das FARC e o narcoterrorismo. Em seus primeiros atos oficiais logo após assumir o poder em 7 de agosto de 2026, o mandatário conservador — um advogado de perfil combativo e forte aliado de Donald Trump — encerrou formalmente qualquer tentativa de diálogo com grupos insurgentes. Vídeos oficiais divulgados pelo Ministério da Defesa mostram tropas de elite patrulhando rios e avançando pela selva densa em operações rurais de grande escala, marcando o fim da política de “paz total” do ex-presidente esquerdista Gustavo Petro.
Embora as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) tenham deposto as armas após o histórico acordo de paz de 2016, facções dissidentes que rejeitaram o tratado continuam ativas e controlam rotas lucrativas de tráfico de drogas e mineração ilegal. De la Espriella, apelidado por seus apoiadores como “El Tigre”, prometeu tolerância zero e impunidade de campo. “A opção do diálogo está completamente esgotada”, declarou enfaticamente o presidente em seu discurso de posse na cidade de Cali, um território historicamente afetado pela violência guerrilheira e escolhido de forma simbólica para a cerimônia.
Para dar sustentação financeira e bélica a este novo plano de cerco militar — batizado de “Plan Colombia II” —, a nova administração conta com o alinhamento estratégico de Washington. O governo americano já sinalizou a intenção de destinar US$ 1 bilhão em assistência de segurança para a Colômbia, enquanto o país se prepara para integrar a coalizão regional “Escudo das Américas” contra o crime organizado internacional. A ofensiva militar ocorre em meio a um clima de alta tensão política, marcado por protestos da oposição e ataques isolados com explosivos cometidos por guerrilhas contra delegacias logo no primeiro dia do novo governo.
