EUA Elevam Clan del Golfo ao Status de Grupo Terrorista e Aumentam Pressão sobre Governo Petro

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Em uma escalada significativa na política externa para a América Latina, o governo dos Estados Unidos designou oficialmente o Clan del Golfo, a maior organização criminosa da Colômbia, como um grupo terrorista estrangeiro. A medida, anunciada pelo Departamento de Estado, não apenas intensifica a pressão financeira sobre os membros do grupo, mas também estabelece o fundamento jurídico para possíveis ações militares diretas.

O Departamento de Estado descreveu o Clan del Golfo — também conhecido como Autodefesas Gaitanistas da Colômbia (AGC) — como uma “organização criminosa violenta e poderosa” que utiliza o tráfico transnacional de cocaína para financiar ataques contra funcionários públicos, forças de segurança e civis colombianos.

Tensões Diplomáticas em 2025
Esta decisão ocorre em um momento de profunda crise diplomática entre Washington e Bogotá. Em 2025, a relação entre a Casa Branca e o governo do presidente Gustavo Petro atingiu o seu ponto mais baixo, após os EUA incluírem a Colômbia na lista de nações que falham no combate ao narcotráfico.

O governo americano acusa a administração Petro de permitir que os cartéis “floresçam”, enquanto o presidente colombiano defende sua estratégia, focada na apreensão recorde de carregamentos de drogas em vez do confronto armado letal. Em outubro de 2024, sanções individuais chegaram a ser aplicadas contra figuras do governo Petro, exacerbando o atrito.

O Poder do Clan del Golfo
Com um exército estimado em 9.000 combatentes, o Clan del Golfo consolidou seu controle sobre rotas estratégicas de exportação de drogas. O grupo surgiu originalmente de milícias paramilitares de direita e hoje exerce um controle social e armado rigoroso em diversas regiões da Colômbia, representando o maior desafio de segurança para a região andina e para os esforços antidrogas dos EUA.

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