FBI alerta: criminosos fingem ser agentes do ICE para intimidar comunidades de imigrantes

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O FBI emitiu um alerta federal preocupante sobre uma série de crimes cometidos por pessoas que se passam por agentes do ICE (U.S. Immigration and Customs Enforcement), visando especialmente comunidades vulneráveis. Segundo um boletim interno da agência, os impostores têm desempenhado papéis cada vez mais violentos — com relatos de sequestro, assalto e até agressão sexual. 

De acordo com o documento, há pelo menos cinco incidentes reportados desde o início de 2025, em estados como Nova York, Flórida e Carolina do Norte. 

Entre os casos estão:
• Um assalto a um restaurante em Nova York, quando três homens trajando coletes com a logo do ICE invadiram o local, amarraram os funcionários e exigiram acesso a um caixa eletrônico. 
• Um sequestro na Flórida: uma mulher foi abordada por um homem que se apresentou como agente do ICE, mostrando uma camisa com identificação e a levou até um prédio antes que ela conseguisse escapar. 
• Na Carolina do Norte, uma pessoa usando credenciais falsas de imigração teria ameaçado deportar uma vítima a menos que ela cedesse a favores sexuais. 
• Em Brooklyn (NY), um homem fingiu ser agente do ICE para convencer uma mulher a segui-lo até uma escadaria, onde a agrediu fisicamente, tentou estuprá-la e roubou seus pertences. 

Segundo o FBI, os impostores aproveitam a visibilidade crescente do ICE para intimidar — e enganar — imigrantes, explorando o medo de deportação para cometer crimes graves. 

Sinais de alerta: o que pode indicar um falso agente

Um ex-agente do FBI, Jason Pack, que atuou por mais de 20 anos, explicou quais indícios podem ajudar a identificar golpistas:
1. Identificação improvisada ou falsa: os impostores frequentemente usam crachás falsos, carteiras de identificação batidas ou muito simples. 
2. Uniformes desatualizados ou genéricos: roupas com a marca “ICE” que não correspondem ao padrão real, ou veículos “clonados” com adesivos falsos. 
3. Pedem dinheiro, cartões ou favores pessoais: ao contrário dos agentes legítimos, que nunca solicitam pagamento, cartões-presente ou algo semelhante. 
4. Aversão a ser verificado: falsos agentes podem se irritar ou impedir que você confirme quem são — já oficiais de verdade, segundo Pack, não se incomodam quando solicitam crachá + identificação com foto. 
5. Veículo não marcado ou não oficial: nem sempre usam carros claramente identificados como de agências federais. 

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Além disso, Pack recomenda: se houver dúvida, ligações podem ser feitas para o escritório local do ICE para confirmar a identidade de supostos agentes.  Ele também ressalta que não se deve ir a lugar algum com pessoas cuja identidade você não tenha verificado, nem fornecer informações pessoais, dinheiro ou documentos sem ter certeza de que são oficiais de verdade. 

No boletim, o FBI pede que agentes do ICE se identifiquem claramente durante operações, sempre que possível, para reduzir a confusão com impostores.  A agência ainda sugere campanhas informativas para educar o público sobre como distinguir agentes reais de criminosos disfarçados. 

A nota alerta que esses crimes não apenas colocam em risco civis inocentes, mas também minam a confiança no trabalho legítimo das agências de imigração. 

Especialistas apontam que o problema é agravado pelo fato de que alguns agentes reais do ICE fazem operações com uniformes pretos, máscaras ou veículos sem identificação, o que torna mais fácil para criminosos imitá-los. 

Por sua vez, líderes comunitários e legisladores, como o senador Jesse Arreguín, têm usado esse alerta do FBI para reforçar medidas por mais transparência nas ações de aplicação de leis federais de imigração. 

O boletim do FBI revela uma ameaça real e crescente: criminosos estão usando o nome e a imagem do ICE para cometer crimes graves contra comunidades vulneráveis. Pedidos de verificação, identificação clara e cautela podem ser cruciais para evitar tragédias. Se você estiver em dúvida sobre a legitimidade de alguém que alega ser agente do ICE, o melhor é pedir para ver documentos, verificar com a polícia local e não se comprometer sem confirmação.

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