Um homem de 20 anos foi preso no domingo após, segundo autoridades, ter combinado encontro com quem ele acreditava ser um menino de 12 anos em um shopping do condado de Orange. O suspeito, identificado nos registros como Jase (ou Jayce) Cogdell, já responde a um processo por exploração sexual de menores em Maricopa County, no Arizona.
Na versão divulgada pelo gabinete do xerife do condado de Orange, um detetive disfarçado acessou o Snapchat na sexta-feira fingindo ser uma criança de 12 anos. Pouco depois, o perfil foi contatado por Cogdell, que teria trocado fotos — incluindo uma imagem com aparência “regressiva” para parecer mais jovem — e enviado mensagens sexualmente explícitas antes de aceitar se deslocar para Clearwater e se encontrar no shopping da South Kirkman Road, onde foi detido pela polícia. 
Durante a primeira audiência, o juiz impôs restrições: Cogdell não pode usar computador, não pode acessar internet ou redes sociais e está proibido de manter contato com menores. Ele permanece detido na cadeia do condado de Orange sob fiança de US$ 25.000. 
Registros judiciais do Condado de Maricopa mostram que Cogdell foi preso em 2023 em um caso com 10 acusações relacionadas à exploração sexual de menores; naquele processo ele se declarou inocente e aguarda julgamento marcado para fevereiro. Em setembro, segundo a documentação, ele chegou a pedir permissão para viajar entre o Arizona e a Flórida. 
Especialistas em segurança online ouvidos pela reportagem alertam para riscos crescentes nas redes sociais. Marc (ou Mark) Berkman, CEO da Organization for Social Media Safety, afirmou que plataformas como o Snapchat têm sido palco de abordagens predatórias e destacou que avanços em inteligência artificial e deepfakes tornam mais fácil para aliciadores construir vídeos ou áudios realistas e enganar vítimas ou contornar defesas. “É uma preocupação de segurança muito séria”, disse ele. 
O caso evidencia dois problemas recorrentes na proteção de menores: a facilidade de contato direto entre estranhos e jovens em aplicativos que privilegiam a troca rápida de imagens e mensagens, e a lacuna nas salvaguardas quando um suspeito já responde a acusações semelhantes em outra jurisdição. Para especialistas, é urgente reforçar medidas de verificação, limitar a exposição de jovens em plataformas e ampliar a cooperação entre polícias estaduais para monitorar suspeitos em liberdade sob processo. 
Além das investigações locais, o episódio deve reabrir debate sobre a responsabilidade das empresas de redes sociais em prevenir abuso de menores e sobre a necessidade de revisão das condições impostas a acusados que aguardam julgamento — especialmente quando há relatos de tentativas de viajar entre estados. O advogado ligado ao caso do Arizona não respondeu ao pedido de comentário até o fechamento desta reportagem. 
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