Um ataque noturno em larga escala foi confirmado pelas autoridades da Rússia contra o território da Ucrânia. De acordo com informações do portal Terra, a ofensiva massiva incluiu o disparo do temido Oreshnik, um míssil com capacidade nuclear e velocidade hipersônica. O bombardeio foi direcionado a centros urbanos e provocou pelo menos quatro mortes, além de deixar dezenas de feridos na região de Kiev.
O Impacto do Ataque Hipersônico Oreshnik
Acima de tudo, o uso deste armamento estratégico eleva a tensão geopolítica na Europa para patamares críticos. Conforme os dados divulgados pela Força Aérea ucraniana, mais de 600 drones e cerca de 90 mísseis foram disparados pelas forças russas. Embora a maior parte dos projéteis tenha sido interceptada pelos sistemas de defesa aérea de Kiev, o impacto do míssil com capacidade nuclear causou severa destruição em infraestruturas civis e residenciais.
Além disso, os alvos atingidos incluíram uma escola que servia de abrigo para moradores locais e diversos armazéns civis. Conforme relatado por correspondentes da DW Brasil, o pânico tomou conta da capital e de seus arredores devido à densa fumaça provocada pelas explosões ao longo da madrugada.
Reação Internacional e Justificativa do Kremlin
Por outro lado, o governo de Moscou justificou a operação militar como uma resposta direta às ações recentes do exército ucraniano. Em nota oficial replicada pela Exame, o Ministério da Defesa russo alegou que a investida serviu como retaliação a ataques contra o território de Lugansk. Portanto, para o Kremlin, as investidas são consideradas legítimas defesas contra atos de sabotagem em áreas sob seu controle.
Como resultado, a comunidade internacional reagiu com forte indignação frente à manobra nuclear russa. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, repudiou o uso do míssil com capacidade nuclear, classificando o bombardeio como um ato abominável de terror e pura intimidação política. Dessa forma, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reforçou o pedido aos parceiros do Ocidente por um suporte militar ainda mais robusto para conter o avanço das tropas de Vladimir Putin.
