O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, firmou um acordo com o governo do Partido dos Trabalhadores (PT) para selar o fim da escala 6×1. A proposta extingue o modelo atual e estabelece uma jornada máxima de 40 horas semanais. Além disso, o novo texto garante dois dias de descanso obrigatórios por semana, sem que ocorra nenhuma redução salarial para os trabalhadores.
Como funcionará a transição para a nova jornada?
De acordo com o anúncio oficial, a mudança ocorrerá de forma gradual para que o mercado se adapte. A transição será iniciada 60 dias após a aprovação definitiva da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Por consequência, o prazo total para a implementação completa do novo modelo será de um ano.
Apesar do forte apelo popular da medida, o próprio presidente da Câmara fez ressalvas importantes. O parlamentar alertou que a mudança vai elevar os custos operacionais das empresas brasileiras. Além disso, o deputado alertou que a alteração pode gerar desemprego em massa, em vez de trazer benefícios sustentáveis e de longo prazo para os trabalhadores.
Empresários reagem e planejam cortes de gastos
Logo após o anúncio do projeto, o setor produtivo demonstrou forte preocupação com o impacto financeiro imediato. Diversos empresários de setores como comércio e serviços já relatam planos de contingência para absorver os novos custos operacionais.
Como resultado direto dessa pressão financeira, muitas companhias pretendem adotar as seguintes medidas:
- Redução imediata do quadro de funcionários.
- Aceleração de investimentos em automação de processos.
- Contratação de mão de obra estrangeira para funções específicas.
Em suma, o avanço do texto na Câmara coloca o governo e o setor privado em lados opostos. O andamento da PEC será monitorado de perto pelo mercado financeiro nos próximos dias.
