A crise humanitária se agrava no norte da Venezuela após os fortes abalos sísmicos que atingiram o país. Neste domingo, imagens chocantes foram divulgadas pelo morador Julio Schneider, revelando a real magnitude da destruição no estado de La Guaira. Embora quatro dias tenham se passado desde os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 ocorridos em 24 de junho, os trabalhos de busca ainda não foram iniciados em diversos edifícios colapsados.
População de La Guaira revive o trauma de desastres passados
Historicamente, a região de La Guaira (antigo estado de Vargas) já havia sido castigada pela tragédia das chuvas em 1999. Atualmente, o pesadelo é revivido pelos moradores locais após dois terremotos consecutivos, registrados com um intervalo de apenas 39 segundos. Diante da devastação generalizada, a área foi oficialmente declarada como “zona de desastre” pelas autoridades locais.
Como consequência dos abalos, centenas de hotéis, residências e prédios comerciais desmoronaram inteiramente na região de Caraballeda. Além disso, os relatórios preliminares apontam um cenário alarmante, com mais de 1.450 mortos, milhares de feridos e dezenas de milhares de desaparecidos em todo o território venezuelano. Pelas imagens de satélite, nota-se que blocos urbanos inteiros foram completamente reduzidos a montanhas de escombros.
Lentidão nos resgates gera forte indignação contra o governo
Devido à falta de assistência imediata, o desespero e a revolta tomam conta das famílias afetadas. Enquanto fortes réplicas ainda assombram a população, muitos sobreviventes são obrigados a permanecer acampados nas ruas ou em abrigos improvisados. Infelizmente, a água potável, os alimentos e o suporte médico básico continuam escassos para a maioria das vítimas.
Por causa dessa paralisia nas ações de socorro, duras críticas são direcionadas ao governo venezuelano por observadores internacionais e moradores. O Estado é acusado de negligência severa e falta crônica de coordenação para mobilizar as equipes de engenharia e salvamento. Por fim, o tempo age contra os sobreviventes que possivelmente continuam presos sob as estruturas de concreto.
