Ambulante Estrada do Feijão: Jessézinho denuncia bloqueio de trabalho na BA-052
O vendedor ambulante conhecido popularmente como “Jessézinho” utilizou as redes sociais para realizar uma grave denúncia pública. De acordo com o relato do trabalhador, suas atividades comerciais foram totalmente interrompidas às margens da rodovia BA-052, a famosa Estrada do Feijão, localizada no estado da Bahia. A abordagem que culminou na proibição de suas vendas gerou imediata indignação entre moradores da região e internautas.
Abordagem policial foi motivada por pedido da concessionária Concef
Conforme o depoimento em vídeo publicado em seu perfil do Instagram, a fiscalização foi deflagrada após um acionamento direto da Concessionária Estrada do Feijão (Concef), que detém a responsabilidade pela administração e manutenção da malha viária. Imediatamente após a solicitação, agentes da Polícia Militar compareceram ao local do ponto comercial.
Nas imagens compartilhadas na internet, o ambulante aparece posicionado ao lado do seu carrinho de trabalho, equipamento utilizado diariamente para a venda de suco de laranja natural. Em tom de desabafo, o comerciante contestou os argumentos apresentados pelas autoridades na rodovia baiana.
Problemas graves de saúde e falta de alternativas para o sustento
Além de criticar o teor da abordagem, um delicado drama pessoal foi revelado por Jessézinho como justificativa para permanecer no local. O vendedor explicou que aquela atividade representa a única fonte de renda disponível para garantir a própria sobrevivência.
Abaixo, veja as principais declarações feitas pelo trabalhador no vídeo compartilhado:
- Busca pelo sustento: “Estou aqui fazendo meu pão de cada dia, porque a vida não está fácil. Só quero trabalhar, quero ter a liberdade de trabalhar”, exclamou.
- A proibição do carrinho: O trabalhador relatou ter recebido dos agentes a informação oficial de que a presença daquela estrutura era proibida na faixa de domínio.
- Problemas de saúde crônicos: “Tenho necrose no quadril, só quero trabalhar. Aí vem a fiscalização, aciona uma viatura da Polícia Militar para me fazer um enquadro, para me punir”, completou.
Posteriormente, o ambulante declarou que considera a atitude desnecessária devido à total falta de outras alternativas de emprego para pessoas na sua condição física. O episódio dividiu opiniões sobre os limites da segurança viária versus o direito ao trabalho informal de populações vulneráveis.
