A Polícia Federal (PF) obteve sucesso ao superar as robustas camadas de segurança do celular de
Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, mesmo após o empresário ter se recusado a fornecer a senha de acesso. O processo técnico, coordenado pelo perito Luiz Felipe Nassif, chefe do Serviço de Perícias em Informática da PF, envolveu o uso de tecnologias internacionais de ponta para a quebra de criptografia avançada.
Tecnologia de Ponta na Quebra de Criptografia
Para acessar o conteúdo do aparelho, um iPhone 17 Pro Max com proteção adicional, foram empregadas ferramentas especializadas como o Cellebrite (Israel) e o GrayKey (EUA). Esses softwares permitem que os peritos realizem uma cópia integral da memória do dispositivo, possibilitando o acesso a mensagens, fotos, vídeos e até arquivos que haviam sido deletados recentemente.
O Papel dos Softwares na Investigação
Após a extração bruta dos dados, o software brasileiro IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais) é utilizado para organizar e processar as informações coletadas. De acordo com peritos, esse programa reorganiza os arquivos para facilitar a análise, embora a estrutura final possa não reproduzir fielmente a disposição original no celular.
Portanto, a perícia digital segue um protocolo rigoroso que inclui:
- Isolamento do dispositivo: Para impedir comunicações externas e garantir a integridade dos dados.
- Extração física e lógica: Onde os metadados e arquivos originais são recuperados diretamente do armazenamento interno.
- Processamento de dados: Utilização de algoritmos para reconstruir mensagens e mídias apagadas.
As evidências encontradas, que incluem diálogos sensíveis e metadados, estão sendo compiladas para compartilhamento com o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
