Proposta de R$ 626 Mi enviada a Marcola gera crise e oposição pede prisão a Lulinha

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Proposta de Canabidiol de R$ 626 Mi Enviada a Marcola Gera Crise e Embate Político

O que aponta a investigação da Polícia Federal?

As tratativas constam em materiais desdobrados pela Polícia Federal a partir dos celulares apreendidos de Roberta Luchsinger e do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes (conhecido como “Careca do INSS”). Antunes é um dos principais alvos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes na folha de pagamento de aposentados.

O plano do grupo consistia em vender 1,2 milhão de frascos de canabidiol ao governo federal. O argumento central para tentar fechar o negócio com dispensa de licitação era a necessidade de o Ministério da Saúde formar um estoque para atender ordens judiciais de pacientes. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, já havia autorizado a abertura de inquérito para apurar se Lulinha praticou tráfico de influência no mercado de cannabis medicinal.

Ruído político e o clamor da oposição

O caso rapidamente escalou no cenário político nacional, tornando-se combustível para a oposição ao governo federal. Parlamentares e influenciadores críticos utilizam as redes sociais para pressionar por uma investigação isenta de contratos milionários e desvios de verbas públicas. Sob o lema de que a lei deve se aplicar a todos, publicações de opositores ganharam tração pedindo punições rigorosas, incluindo termos como “Prisão para Lulinha, já!”, refletindo a polarização sobre o histórico de escândalos no país.

Do outro lado, interlocutores do governo tentam blindar o Palácio do Planalto. O próprio presidente Lula cobrou esclarecimentos de seu ex-assessor assim que as primeiras relações financeiras entre Marcola e Roberta Luchsinger vieram à tona. Marcola, que chegou a se afastar da coordenação política da campanha governista por conta do desgaste, confirmou ter recebido o arquivo, mas alega que considerou o envio “inadequado” e que não deu andamento interno.

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O que dizem os citados e as defesas?

Até o momento, as manifestações oficiais dos órgãos e das defesas dos envolvidos apresentam as seguintes versões:

  • Ministério da Saúde: A pasta emitiu nota categórica ao portal Metrópoles informando que o negócio nunca existiu e que o canabidiol sequer está incorporado à rede pública do SUS. Portanto, nenhuma compra ou repasse foi efetuado.
  • Defesa de Lulinha: O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende Fábio Luís, afirmou ao portal G1 que seu cliente possui relação de amizade com Roberta, mas não tem qualquer vínculo direto ou indireto com os negócios da empresária. A defesa reiterou que aguarda acesso integral aos dados das quebras de sigilo antes de novas manifestações judiciais.
  • Defesa de Roberta Luchsinger: Declarou que não irá se pronunciar publicamente pelo fato de o processo tramitar sob segredo de Justiça.
  • Defesa de Marcola: Reforçou que a minuta enviada pela empresária não foi repassada a nenhum integrante do corpo técnico do governo federal.

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